Delicatessen ou O Começo de um Namoro Eterno
- Come. - Não, obrigada. - Come. - Não, obrigada. Ele forçou um sorriso. - Eu não estou oferencendo, estou falando pra comer. Ela retribuiu o gesto. - E eu não estou agradecendo, estou recusando. Pairou um clima estranho. Por fim ele se pôs a comer, sério, sozinho; e ela ficou olhando...

Escrito por Josef K. às 21h31
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Escritos Antigos
Às vezes, sem que haja nada; muitas vezes, perdido em palavras formais e desinteressantes, me vem uma vontade terrível de chorar, de corromper o rosto. A garganta parece que fecha e a cosia avança pro olho. Mas eu pisco seco. E fico me achando um idiota depois.
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É notável a necessidade de se perdoar tudo quando alguém está prestes a morrer. E quando se mrore, é meio inevitável a sua canonização. isso de esquecer todas as mágoas... porque é essa a maior vingança! É ignorar seus feitos pela eternidade com a leveza da virtude e dor perdão.
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Não tenho vontade de falar. O silêncio está me parecendo tão confortável que o melhor mesmo é não puxar assunto com ninguém. Quanto muito, quero escrever, e por isso eu crio este pequeno parágrafo sobre a silenciosa página branca.
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Meu rosto está inchando. Consequência das minhas maldades da véspera, minha cara aumentou. Está me pesando essa boca maior, esses olhos apertados, esses cabelos cheios de chifres. Minha cara feia está enorme! Estraguei-me todo em planos e estratagemas
Escrito por Josef K. às 21h28
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