É um mastigar sem fim.
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Elogio à Antipatia


Dos Meus Méritos

Agora sou eu, estou presente, Vander Valente Martins, assim, de nome completo. Estou eu, triste, cansado de nada, vazio, querendo falar dos meus méritos. Dos poucos, dos grandes, dos irreconhecíveis.
Meu nome está no jornal. Da cidade agora. Três vezes seguida.
Graças à medalha de prata que consegui na Olimpíada Ibero-americana de Física, o que me põe razoavelmente entre os melhores alunos da América Latina e Península Ibérica. E tenho saudades das pessoas que conheci durante essas olimpíadas, que (para a ironia da minha existência) foi realizada no Brasil mesmo, em Salvador.
Está agora, mais uma vez, o meu nome no jornal.
E está de novo, mais ainda uma vez.
Concurso de literatura da academia de letras da minha cidade. Consegui colocação nas três categorias: conto, crônica e poesia. Não foram grandes colocações, mas está lá "Vander Valente Martins" repetido três vezes naquela coluna, e mais outras vezes numa outra coluna e assim vai.
Jornal bobo. Da cidade. Nada demais.
E aqui estão fotos do espetáculo "Bruzundanga City", uma adaptação do conto "O Homem que Sabia Javanês", do Lima Barreto. Fotos tiradas na estréia... Nesta cena, eu: na pele do Barão. Estou em segundo plano, no canto direito. Gosto bastante desta foto.




Escrito por Josef K. às 21h40
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Mais Um de Elogio

Ele era irresistível
Bobeira, não era bonito
Mas é que ele olhava pra dentro
Não pra dentro de mim, nem pra ninguém
Olhava pra si
Fiquei imaginando o que ele via
E então me tornou irresistível
Porque ele olhava pra dentro e mais nada
Apagava os olhos e videava a si
Talvez viajasse por internos caminhos
Talvez ele se compreedesse ao total
Porque ele esquecia o mundo
E olhava pra dentro
Devia ser magoado, ter grandes tristezas
Para mergulhar na sua solidão
Sem ao menos percebê-la

E então já era irresistível
Investiguei-o
Quis saber o que ele via por dentro
Quem sabe não haveria eu ali?

Mas ele não sabia de nada
Olhar pra dentro?
Não tinha reparado em nada
Talvez agora tivesse percebido algo
Mas nem tanto.

Não me decepcionei
Porque eu sei a verdade

(ele não tem mágoas nem grandes tristezas
nem ao menos conhece internos caminhos
por viajar)

Porque eu sei a verdade
Sei que ele olha pra dentro
E se vê
Só que não vê nada

Porque lá não há nada

Afastei-me imediatamente dele
Que eu já havia dito demais
E criar consciência do nada que se é
Serve só para criar consciência do nada que se é
Não, eu me afastei
Ético

Nunca mais percebi-o olhando pra dentro
Porque fiquei a olhar pra mim
E me perdi nele.


Escrito por Josef K. às 22h44
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