Espinha Erguida
Caminhando para a morte, recuperou a compostura. Estava em dúvida. Como é que a gente deve caminhar até a morte? Não sabia responder. Não disse nada. Caminha mesmo para a morte porque não tem mais nada a dizer.
Escrito por Josef K. às 22h04
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Aninha
Ele vai esperar, esperar... Vai inverter a ordem das coisas, fazer bobagem. Ele vai subverter o desejo que sente, vai atacar com todas as forças. Mas enquanto não chega o momento, ele vai esperar, esperar.
Ele, rapaz, levantou-se e andou, fez um círculo ocupando o quarto. Depois disso sentou e esperou. Mais tarde, quem sabe, chegará.
Mas não chegava, e ele ainda espera. Ele tem sono agora, ele tem esperança, ele tem silêncio e muito, muito calor. Ele faz um drama que ninguém conhece, e ele se reserva. Guarda-se para o momento, e espera. Não tranquilo, ele reverte.
Quando chegou a hora, ele virou as costas. Não assim de verdade. Mas ele fez pouco caso.
Ela se ocupa e se basta. Faz de si uma única, conhece-se e ignora por prazer. Ela abstém-se de ser muito mais do que quer, abasta-se de querer, e no final ela acaba mesmo sendo.
As pessoas esperam, invertem a ordem das coisas, fazem bobagem. Ela abstém-se, ele reverte. Divertem-se. Mas não vão se conhecer.
nisso em versos uma menina cai em silêncio.
Escrito por Josef K. às 12h28
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