
Ela, a Mariana, chegou em casa e sentiu-se podre de suja. Amanhecia. Até o sol estava meio podre de sujo. O dia nublado, chuvinha fina, toda a sujidão; e Mariana entrou no banho. Queria mesmo era lavar a alma. Viu que não podia. Tanta culpa. Foi deitar sentindo nojo de si mesma. Quanto podre, quanto beijo. Tanta gente dentro dela. Tomou o banho e foi deitar. Com o velho nojo bêbado de si mesma.
Depois, cheirando a sabonete, deitou-se e percebeu. Podia dormir de consciência limpa, sem sujar a cama.
Escrito por Josef K. às 17h20
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