Love Story.E se jogou na cama pra chorar a vida sem fim que ela tinha. E porque a música lhe entrava tanto, ela tinha soluços de quase ânsia. E se empolgava em chorar. Era tanta tristeza, era tanta vida, e agora ela via tudo com a nostalgia medonha dum não-fim, do estar ainda no meio, revia, revia, e tudo parecia - irremediavelmente - de uma tristeza absurda (abusiva, irreversível), que o que ela tinha mais que fazer era inundar. Chorar até não poder mais.
Escrito por Josef K. às 00h26
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