Completude e Dissabor
Intimamente, ligo-me frouxo aos meus troféus-humanos, capengas, eu pedante - histérico. Desde quando me tornei essa busca desenfreada por olhos? Se nessa empreitada sou eu mais procura que reconhecimento, sou eu aí menos eu? Anula-me isso? O que perco de mim na boca, no corpo dos outros? Seja então minha vida um elogio à carne, ao fim das perguntas descartáveis (e pelas pessoas descartáveis), seja mais uma vez elogio à antipatia: pela sublimação-endeusamento da alma-objeto. Seja corpo inteiro o meu corpo pequeno, e sê-lo-ei por religião. Sê-lo-ei por obrigação, ciclicamente e promíscuo - completo.
Escrito por Josef K. às 18h45
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